Deus rompe o silêncio

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sobre o relacionamento com o SENHOR e o trabalho

Eclesiastes   5
Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; assim sejam poucas as tuas palavras. Porque, da muita ocupação vêm os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras.
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires.
Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas diante do anjo que foi erro; por que razão se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos?
Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim também nas muitas palavras; mas tu teme a Deus.
Se vires em alguma província opressão do pobre, e violência do direito e da justiça, não te admires de tal procedimento; pois quem está altamente colocado tem superior que o vigia; e há mais altos do que eles. O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.
Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. Onde os bens se multiplicam, ali se multiplicam também os que deles comem; que mais proveito, pois, têm os seus donos do que os ver com os seus olhos?
Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir.
Há um grave mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano; Porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura, e havendo algum filho nada lhe fica na sua mão.
Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. Assim que também isto é um grave mal que, justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento,
E de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, e enfermidade, e furor?
Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção. E a todo o homem, a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.
Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe enche de alegria o seu coração.

Versão João Ferreira de Almeida

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Sobre o trabalho...

Eclesiastes   4
Depois voltei-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador, e a força estava do lado dos seus opressores; mas eles não tinham consolador. Por isso eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda. E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.
Também vi eu que todo o trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vaidade e aflição de espírito.
O tolo cruza as suas mãos, e come a sua própria carne.
Melhor é a mão cheia com descanso do que ambas as mãos cheias com trabalho, e aflição de espírito.
Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol.
Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, e também seus olhos não se satisfazem com riqueza; nem diz: Para quem trabalho eu, privando a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação.
Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.
Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar. Porque um sai do cárcere para reinar; enquanto outro, que nasceu em seu reino, torna-se pobre.
Vi a todos os viventes andarem debaixo do sol com a criança, a sucessora, que ficará no seu lugar.
Não tem fim todo o povo que foi antes dele; tampouco os que lhe sucederem se alegrarão dele. Na verdade que também isto é vaidade e aflição de espírito.

Versão João Ferreira de Almeida

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sobre o tempo

Eclesiastes   3
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

  • Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; 
  • Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; 
  • Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; 
  • Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; 
  • Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; 
  • Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; 
  • Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz. 

Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida; E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

Versão João Ferreira de Almeida

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu? Ec 2:25

Eclesiastes   2
DISSE eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade.
Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?
Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida.
Fiz para mim obras magníficas; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.
Fiz para mim hortas e jardins, e plantei neles árvores de toda a espécie de fruto.
Fiz para mim tanques de águas, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.
Adquiri servos e servas, e tive servos nascidos em casa; também tive grandes possessões de gados e ovelhas, mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém.
Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda a espécie.
E fui engrandecido, e aumentei mais do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.
E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.
Então passei a contemplar a sabedoria, e a loucura e a estultícia. Pois que fará o homem que seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.
Então vi eu que a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas.
Os olhos do homem sábio estão na sua cabeça, mas o louco anda em trevas; então também entendi eu que o mesmo lhes sucede a ambos.
Assim eu disse no meu coração: Como acontece ao tolo, assim me sucederá a mim; por que então busquei eu mais a sabedoria? Então disse no meu coração que também isto era vaidade.
Porque nunca haverá mais lembrança do sábio do que do tolo; porquanto de tudo, nos dias futuros, total esquecimento haverá. E como morre o sábio, assim morre o tolo!
Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito.
Também eu odiei todo o meu trabalho, que realizei debaixo do sol, visto que eu havia de deixá-lo ao homem que viesse depois de mim.
E quem sabe se será sábio ou tolo? Todavia, se assenhoreará de todo o meu trabalho que realizei e em que me houve sabiamente debaixo do sol; também isto é vaidade.
Então eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante ao trabalho, o qual realizei debaixo do sol.
Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, conhecimento, e destreza; contudo deixará o seu trabalho como porção de quem nele não trabalhou; também isto é vaidade e grande mal.
Porque, que mais tem o homem de todo o seu trabalho, e da aflição do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol?
Porque todos os seus dias são dores, e a sua ocupação é aflição; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
Não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.
Pois quem pode comer, ou quem pode gozar melhor do que eu?
Porque ao homem que é bom diante dele, dá Deus sabedoria e conhecimento e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte, e amontoe, para dá-lo ao que é bom perante Deus. Também isto é vaidade e aflição de espírito.

Versão João Ferreira de Almeida

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sobre a vida

Eclesiastes   1
Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu. O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos. Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr. Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo?
Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.
Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.

Versão João Ferreira de Almeida

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Nunca pare de louvar

Salmos   150
Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Bom e poderoso é o SENHOR

Salmos   149
Louvai ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos.
Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.
Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e harpa.
Porque o SENHOR se agrada do seu povo; ornará os mansos com a salvação.
Exultem os santos na glória; alegrem-se nas suas camas.
Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois fios nas suas mãos, para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos; Para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro; Para fazerem neles o juízo escrito; esta será a glória de todos os santos. Louvai ao SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Salmos   148
Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas.
Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos.
Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.
Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.
Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados.
E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.
Louvai ao SENHOR desde a terra: vós, baleias, e todos os abismos; Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra; Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros; As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras; Reis da terra e todos os povos, príncipes e todos os juízes da terra; Moços e moças, velhos e crianças.
Louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu.
Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvai ao SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

sábado, 31 de janeiro de 2015

Salmos   147
Louvai ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável; decoroso é o louvor.
O SENHOR edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel.
Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas.
Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes.
Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito.
O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra.
Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa.
Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes; O que dá aos animais o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam.
Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem.
O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.
Louva, ó Jerusalém, ao SENHOR; louva, ó Sião, ao teu Deus.
Porque fortaleceu os ferrolhos das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.
Ele é o que põe em paz os teus termos, e da flor da farinha te farta.
O que envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente.
O que dá a neve como lã; esparge a geada como cinza; O que lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?
Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas.
Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel.
Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Salmos   146
Louvai ao SENHOR. Ó minha alma, louva ao SENHOR.
Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu for vivo.
Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há salvação.
Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.
Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está posta no SENHOR seu Deus.
O que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto há neles, e o que guarda a verdade para sempre; O que faz justiça aos oprimidos, o que dá pão aos famintos. O SENHOR solta os encarcerados.
O SENHOR abre os olhos aos cegos; o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama os justos; O SENHOR guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios.
O SENHOR reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, de geração em geração. Louvai ao SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Salmos   145
Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre.
Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre.
Grande é o SENHOR, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inexcrutável.
Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas.
Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas.
E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza.
Proferirão abundantemente a memória da tua grande bondade, e cantarão a tua justiça.
Piedoso e benigno é o SENHOR, sofredor e de grande misericórdia.
O SENHOR é bom para todos, e as suas misericórdias são sobre todas as suas obras.
Todas as tuas obras te louvarão, ó SENHOR, e os teus santos te bendirão.
Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder,
Para fazer saber aos filhos dos homens as tuas proezas e a glória da magnificência do teu reino.
O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações.
O SENHOR sustenta a todos os que caem, e levanta a todos os abatidos.
Os olhos de todos esperam em ti, e lhes dás o seu mantimento a seu tempo.
Abres a tua mão, e fartas os desejos de todos os viventes.
Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras.
Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.
Ele cumprirá o desejo dos que o temem; ouvirá o seu clamor, e os salvará.
O SENHOR guarda a todos os que o amam; mas todos os ímpios serão destruídos.
A minha boca falará o louvor do SENHOR, e toda a carne louvará o seu santo nome pelos séculos dos séculos e para sempre.

Versão João Ferreira de Almeida

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Salmos   144
Bendito seja o SENHOR, minha rocha, que ensina as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra; Benignidade minha e fortaleza minha; alto retiro meu e meu libertador és tu; escudo meu, em quem eu confio, e que me sujeita o meu povo.
SENHOR, que é o homem, para que o conheças, e o filho do homem, para que o estimes?
O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.
Abaixa, ó SENHOR, os teus céus, e desce; toca os montes, e fumegarão.
Vibra os teus raios e dissipa-os; envia as tuas flechas, e desbarata-os.
Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das muitas águas e das mãos dos filhos estranhos,
Cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de falsidade.
A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com o saltério e instrumento de dez cordas te cantarei louvores; A ti, que dás a salvação aos reis, e que livras a Davi, teu servo, da espada maligna.
Livra-me, e tira-me das mãos dos filhos estranhos, cuja boca fala vaidade, e a sua mão direita é a destra de iniqüidade, para que nossos filhos sejam como plantas crescidas na sua mocidade; para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas à moda de palácio; Para que as nossas dispensas se encham de todo provimento; para que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas de milhares nas nossas ruas.
Para que os nossos bois sejam fortes para o trabalho; para que não haja nem assaltos, nem saídas, nem gritos nas nossas ruas.
Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR.

Versão João Ferreira de Almeida

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Salmos   143
Ó SENHOR, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça.
E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.
Pois o inimigo perseguiu a minha alma; atropelou-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito.
Pois que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado.
Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.
Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. (Selá.)
Ouve-me depressa, ó SENHOR; o meu espírito desmaia. Não escondas de mim a tua face, para que não seja semelhante aos que descem à cova.
Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.
Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.
Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana.
Vivifica-me, ó SENHOR, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia. E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo.

Versão João Ferreira de Almeida

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Salmos   142
Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR.
Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia.
Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço.
Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.
A ti, ó SENHOR, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes.
Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.
Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.

Versão João Ferreira de Almeida

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Salmos   141
SENHOR, a ti clamo, escuta-me; inclina os teus ouvidos à minha voz, quando a ti clamar.
Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde.
Põe, ó SENHOR, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios.
Não inclines o meu coração a coisas más, a praticar obras más, com aqueles que praticam a iniqüidade; e não coma das suas delícias.
Fira-me o justo, será isso uma benignidade; e repreenda-me, será um excelente óleo, que não me quebrará a cabeça; pois a minha oração também ainda continuará nas suas próprias calamidades.
Quando os seus juízes forem derrubados pelos lados da rocha, ouvirão as minhas palavras, pois são agradáveis.
Os nossos ossos são espalhados à boca da sepultura como se alguém fendera e partira lenha na terra.
Mas os meus olhos te contemplam, ó DEUS o Senhor; em ti confio; não desnudes a minha alma.
Guarda-me dos laços que me armaram; e dos laços corrediços dos que praticam a iniqüidade.
Caiam os ímpios nas suas próprias redes, até que eu tenha escapado inteiramente.

Versão João Ferreira de Almeida

sábado, 17 de janeiro de 2015

Proteção

Salmos   140
Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento, que pensa o mal no coração; continuamente se ajuntam para a guerra.
Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios. (Selá.)
Guarda-me, ó SENHOR, das mãos do ímpio; guarda-me do homem violento; os quais se propuseram transtornar os meus passos.
Os soberbos armaram-me laços e cordas; estenderam a rede ao lado do caminho; armaram-me laços corrediços. (Selá.)
Eu disse ao SENHOR: Tu és o meu Deus; ouve a voz das minhas súplicas, ó SENHOR.
Ó Deus o Senhor, fortaleza da minha salvação, tu cobriste a minha cabeça no dia da batalha.
Não concedas, ó SENHOR, ao ímpio os seus desejos; não promovas o seu mau propósito, para que não se exalte. (Selá.)
Quanto à cabeça dos que me cercam, cubra-os a maldade dos seus lábios.
Caiam sobre eles brasas vivas; sejam lançados no fogo, em covas profundas, para que se não tornem a levantar.
Não terá firmeza na terra o homem de má língua; o mal perseguirá o homem violento até que seja desterrado.
Sei que o SENHOR sustentará a causa do oprimido, e o direito do necessitado.
Assim os justos louvarão o teu nome; os retos habitarão na tua presença.

Versão João Ferreira de Almeida

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Conversando com Deus

Salmos   139
 SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.
Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.
Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.
Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!
Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.
Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.
Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.
Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?
Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

Versão João Ferreira de Almeida

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Salmos   138
EU te louvarei, de todo o meu coração; na presença dos deuses a ti cantarei louvores.
Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome.
No dia em que eu clamei, me escutaste; e alentaste com força a minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, ó SENHOR, quando ouvirem as palavras da tua boca; E cantarão os caminhos do SENHOR; pois grande é a glória do SENHOR.
Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.
Andando eu no meio da angústia, tu me reviverás; estenderás a tua mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salvará.
O SENHOR aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.

Versão João Ferreira de Almeida

sábado, 10 de janeiro de 2015

Salmos   137
Junto dos rios de Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.
Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.
Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?
Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.
Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
Lembra-te, SENHOR, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, que diziam: Descobri-a, descobri-a até aos seus alicerces.
Ah! filha de Babilônia, que vais ser assolada; feliz aquele que te retribuir o pago que tu nos pagaste a nós.
Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras.

Versão João Ferreira de Almeida

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Salmos   136
Louvai ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Deus dos deuses; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Senhor dos senhores; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que só faz maravilhas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que por entendimento fez os céus; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que fez os grandes luminares; porque a sua benignidade dura para sempre; O sol para governar de dia; porque a sua benignidade dura para sempre; A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua benignidade dura para sempre; O que feriu o Egito nos seus primogênitos; porque a sua benignidade dura para sempre; E tirou a Israel do meio deles; porque a sua benignidade dura para sempre; Com mão forte, e com braço estendido; porque a sua benignidade dura para sempre; Aquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes; porque a sua benignidade dura para sempre; E fez passar Israel pelo meio dele; porque a sua benignidade dura para sempre;
Mas derrubou a Faraó com o seu exército no Mar Vermelho; porque a sua benignidade dura para sempre.
Aquele que guiou o seu povo pelo deserto; porque a sua benignidade dura para sempre; Aquele que feriu os grandes reis; porque a sua benignidade dura para sempre; E matou reis famosos; porque a sua benignidade dura para sempre; Siom, rei dos amorreus; porque a sua benignidade dura para sempre; E Ogue, rei de Basã; porque a sua benignidade dura para sempre; E deu a terra deles em herança; porque a sua benignidade dura para sempre; E mesmo em herança a Israel, seu servo; porque a sua benignidade dura para sempre; Que se lembrou da nossa baixeza; porque a sua benignidade dura para sempre; E nos remiu dos nossos inimigos; porque a sua benignidade dura para sempre; O que dá mantimento a toda a carne; porque a sua benignidade dura para sempre.
Louvai ao Deus dos céus; porque a sua benignidade dura para sempre.

Versão João Ferreira de Almeida